domingo, 14 de março de 2010

Não conto com quem.... um mini!

Noite. Madrugada quente.
Diálogo único. Palavra unipresente.
Salão cheio de pessoas, cheio de sonhos,
flutuantes. Mãos bocas, linguas,
sentimentos soltos.

Eu... tava, você, também... e todos os outros.
até você, você mesmo. Não se faça de bobo.

Começamos um esfrega-esfrega sem fim,
de prazer divino mas de modo muito
"humano"... cara a cara, boca a boca, peito a peito...
continuando...

 ficou sério... olhei a minha volta
todos riam, um risada frenética...
parece que todos sentiam
a mesma coisa patética...

Esquentou, tirei a blusa
o esfrega-esfrega melhorou.
e foi esquetando cada vez mais até
que ele foi sumindo, fugindo,
de mansinho e acordei...

E antes mesmo de abrir os olhos...
percebi que abraçava o meu travesseiro...
(aquele que sempre dorme sozinho ao meu lado)

A minha boca disse, sem pensar
em voz alta e revoltada:
Filho da mãe, me escapou, outra vez.

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