Nesta galeria poemas.
A arte de descrever o pensamento
num roteiro quase diário.
Escrevo o que tenho em mente
no meu universário.
Meu pensamento
é um poço profundo, sem fundo
sempre evapora,
à luz e calor do mundo.
do profundo aos píndaros
além das nuvens...
Depois desagua,
flui ritualístico,
visto que é vapor, que é líquido
que é água da minha sede.
É chuva que irriga a vida,
e no cume das montanhas,
se fragmenta, em
pequenos corregos e riachos
até os vales e os rio
lá embaixo
que transborda a existência.
Meu pensamento visto
que é água, não é bom nem mau
é sano e natural
corre, escorre,
se fragmenta, e se sustenta...
mas tem impureza
da minha ignorância.
O pensamento sinaliza
a minha floresta, porque não
tem um caminho certo.
O vento o leva, o espalha,
como pena, como palha
folha verde ou seca no deserto.
É a arte que poemo
que descrevo como relevo
do meu enlevo.
Traduzo que é meu,
o pensamento em cenas
com raios de luz, apenas,
não só das minhas mãos,
mas das mãos dos verdadeiros genios.
Não há outras verdades ocultas aqui
tudo é exposto claramente
tanto a minha quanto a sua mente.