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sábado, 24 de outubro de 2026

criatura

 Sou um artista falido.

Me referindo a mim, mas também

a outros artistas que conheci

pelas estradas desta vida.


Não, você não é um artista falido.

Para ser um artista falido

precisa ser nomado e renomado na arte

depois de bêbado, pobre e feio some.

Você é um artista anônimo

se é que este termo soa bem para você.


Minhas pupilas dilatadas

os cantos dos olhos arrepiados:

Nem falida posso ser?

É o prisma da sua olhada

Contestei.


Saiba que já fui rica,

apenas  para pagar a passagem

neste trem da arte.

Tanto eu quanto tantos outros,

tantas vezes desistiu da viagem

se livrou da bagagem

e saltou em qualquer parte da estrada.


Mas a arte não tem

 um lugar certo de paragem

ela chega, vem da alma,

se joga em cima do artista,

e flui como uma chuvarada.


Ela a arte, é uma das muitas graças

 que se recebe em mãos,

 em quaisquer condições da criatura,

e se transforma em luz, apenas em luz.


E este  é o momento solene e pura,

o mais nobre momento da vida,

aquele em que a ela, a natureza criadora

faz as pazes, com sua  criatura.





A múscia

Como vai a música?

Muito bem. 

Tenho estudado e praticado bastante.

Estou aprendendo.

Mas minha mãe me disse que

quando ela nasceu você já cantava.

Verdade, mas faz pouco tempo que nasci. 

E o teclado?

Ah, é meu dinossauro de estimação

quando toco, berra

assusta, faz tremer até o chão.

E o violão? 

Este é muito bom

Traz a tona os segredos do meu coração.

Você se gaba de cantar bem? 

Sim. Canto muito bem.

Onde? Na igreja, no boteco

na rua, na noite... ou nos seus sonhos?


E por que se recusou

de cantar com aquela dupla serteneja

que te convidou? Ué, eles

são bons e velhos de estrada. Ganham

cachê... para cantar. Eu não.


Onde canta afinal?

Canto na minha casa,

de portas e janelas fechadas.

para não me distrair 

com o canto da passarada.

se não erro a pegada.


Canto na minha casa

como se cantasse em N.Y. 

no central parque

ou no mais requintado

dos   seus teatros 

para os ilustres apreciadores da arte

e os simples passantes da estrada

e  ainda para quaisquer outros,

debochados.


Quem me ouve é sempre muito chique.

e quem me vê e ainda me ouve

 um pouco louco.


Realmente os sonhos

é o meu palco preferido para eu

para cantar.


E onde pretende chegar?

Aqui onde já cheguei.











o meu tempo

Levo comigo meu tempo

corpo, a cara e  o coração,

levo todos os sentimentos

 guardados  na minha mão.


Deixo-lhe apenas o meu amor,

pensamento, palavra e obras,

porque quando eu me for

deixo-lhe isto de sobra.


E nisto sou rica, tamanha riqueza

igual ninguém nunca viu

 nisto que tambérm sou ainda bela

a belezura toda que me sorriu.


E você,  que não me conteste,

sabe de tudo isto e muito mais,

tão bem você vive e conhece

minha guerra e toda minha paz.


Ah, esqueci de dizer

que levo também  a chama e a alma,

teu  sol que me aquece

teu amor que hoje me acalma.



En el cielo

 en el cielo



En el cielo la línea blanca se extiende

como rastro de humo de avión

la bailarina, baila, un pie en la línea

 otro en el viento


Ella tiene miedo a las alturas,

nunca vio lo de abajo ni lo de arriba,

ella baila un pie en la línea

 otro en el suelo


a fin de cuentas es bailarina, 

de  corazon y de sombrilla .


en la tierra es niña,

 no puede con el tiempo,

la música toca el alma arriba

rumbo al movimiento,

ella se entrega a su momento.



quien mira aplaude,

con suspiro en la punta de la lengua,

si cae la bailarina, la vida se detiene

la vida muere, la vida se apaga.



Ella, sin embargo 

no sabe que muere,

cada vez más corre,

le gusta el viento que la lleva,

le gusta el amor que en ella hay



Y si el amor no viniera,

la bailarina, en la línea no volara,

¿para qué serviría toda su vida,

si así por amor no bailara...



deja que vuele, deja que baile

hasta que encuentre su paz

y abra la puerta del cielo,

y su amor lhe traiga.

pelicula de amor

 película de amor


El amor estaba tibio,

se encaminaba hacia el frío.

Iba hacia el hielo.


Ella ignoraba la cara de él.

Cara fea, indiferente,

¿Qué pensamientos tenía él sobre "Ellos"?


Todos los días ella llegaba, (cuando venía a verlo)

con un pequeño cartel que decía:

"Fulano (escribía su nombre todo en mayúsculas)

 Te amo"


Colgaba el cartel en la sala...

había otros allí,

por los cuartos, baño, cocina, lavandería,

pasillos, armarios, estantes... en fin, en todos los hogares

con las mismas letras, las mismas palabras.

Nada cambiaba para dejar bien claro

la perpetuidad de su amor.


Y cuando se encontraban en algún lugar

ella decía lo mismo muchas veces:

"Fulano, te amo"

Él escuchaba todo con infinita paciencia.

¿Será que mi amada está un poco loca?

piensa.


En los lugares inapropiados, en la iglesia,

en la hora de las peleas,

se podía decir que afirmaba eso

con un grabador dentro de la camiseta...

Ella juraba que estaba en el corazón.


A él ni siquiera le gustaba ella,

no le gustaba nadie, tampoco le disgustaba.

Pero estaba atrapado en esa repetición. Por qué le encantaba decir

"Fulano, te amo"

Era la oración más perfecta del mundo,

aunque no hubiera santo ni milagro,

el efecto de la oración curaba su dolor,

en el momento, allí mismo, todo en ella se calmaba.


Y con una sonrisa forzada se reía de su cara! 

"Esta criatura me intriga", concluía él en silencio!


Ella aparecía solo de vez en cuando. 

Tal vez era con la luna o venía con ella, 

nunca se dio cuenta de los efectos 

de las mareas y sus apariciones.


Pero el amor estaba agonizando, 

él ya no aguantaba más. 

Ella desaparecía o él desaparecía.

 ¡El desencuentro siempre era insoportable!


Ese día su cara estaba pésima

Los dos juntitos en Internet

 buscando enlaces interesantes.

Miradas frías y distantes, 

corazón angustiado,

 errante lado a lado, ¡callados!


 "Me voy", se levantó y fue hacia la puerta,

él no respondió 

pero ella vio una nube en sus ojos. 

En un momento,

 parecía que la tierra girando

 los colocaba frente a frente,

 en otro momento un abismo 

bajo sus pies

e cada uno tenia su norte.

 

estuvo toda la semana

 sin dar una sola noticia.

 Él también. Se olvidó de ella.


 ¿Qué importa alguien que se va y cierra la puerta? 

¿Que se va y nos deja atrapados dentro? 

Para ser sincero,

 él estaba atrapado dentro del corazón de ella. 







Meus dias são assim.

 Hoje  o caminho está muito claro

ontem foi íngreme e  foi árduo

Não foi  às escuras, o adversário

Foi à clava  e  muito,  às claras.


Nas batalhas, perdi muitas riquezas,

especialmente,  aquelas sonhadas

As conquistas nunca chegaram

foram pra longe. Se desviaram.


Não perdi a riqueza que um dia

Deus me havia confiado.

Pois não estava sob os olhos,

dos  meus maus comportados.


Queria levar comigo a beleza,

dos caminhos em que  havia pisado,

A terra era toda bela, fascinada

Não sabia simplesmente ser amada.


Meus pés rodopiavam na estrada,

cada rio, com pouca ou muita água,

era minha, na essência, cada montanha

que sentada no tempo me espreitava.


Até dos  mares que  não conhecia,

das florestas  e dos bichos que temia,

nada mesmo,  para tras, deixaria

nem os pássaros me escaparia.


Eles previram . Eles sabiam,

que seu  pudesse a terra lhes furtaria,

e talvez nem um grão de areia

nunca, jamais lhes devolveria.


Levava até o sol e a lua

que na janela me acordava todo dia,

Nuvens escuras e estrelas,

nada mesmo lhes deixaria.


A chuva que me molha de manha,

a minha pessoa amada no coração

Também levaria, jamais largaria

esquecida assim  nas   sua mãos.


Minha alma não se dedida ao nada,

é também tudo matéria,

corpo alma, espírito  e coisa eterea

de céus, terra e inferno.


Das dores sinceras, às falsas alegrias,

meu corpo, alma e espírito vive

da eterna   realidade fantasias

que por toda o tempo na vida se cultiva.


Amo a materia que  oscila e cria

faz chover noite e dia a fertilidade

da luz do sol que alimenta e guia

entorno  universo da realidade.


Nas lutas e nas batalhas, nas guerras

me dá  sempre um sono danada,

caio sobre  terra, na mortalha

a sonhar a dormir, até mesmo acordada.


As muitas vezes, acordava,

dormiam ainda meus adversários,

e me  dava sempre às gargalhadas,

Nas rezas do dia,  do meu rosário.


A gente luta, apanha e bate,

se debate, em combate,

A gente joga, às braçadas, às pernadas,

e até às cabeçadas.


A gente nunca perde, a gente vive.

Esta é a lei, esta é a regra,

quem vive, sempre ganha vida,

aquela a qual se entrega.












sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Pido perdon

 Pido perdón

tantas veces a mí mismo,

tantas otras, a otras personas,

incluso a aquellas que nunca más veré

aquellas que para siempre desconozco.


pido perdón a aquellas que merezco

con buen corazón,

aquellas para quienes el bien hecho fue en vano...

pero fue hecho...


Pido perdón por ser

por no ser,

por poder

por no poder,

por saber

por desconocer

por amar

por odiar

por recordar

por olvidar


por necesitar

por despreciar

por ignorar

por maldecir...


pido perdón

porque pienso que podía pero no pude,

que lo que quiero me engaña

y que lo que debo me vence,


el bien no es orgullo,

ni tampoco recompensa,

el bien es la ciencia,

del que piensa...


pero ¿cuándo podré dejar de pensar

y simplemente disfrutar mi vida...

son demasiadas personas

 para fastidiar 

a esta pobre criatura viva.

Je demande pardon

 Je demande pardon

tant de fois à moi-même,

tant d'autres fois à d'autres personnes,

même à celles que je ne reverrai jamais

celles que je ne connaîtrai 

jamais pour toujours.


je demande pardon à celles que je mérite

de bon cœur,

à celles pour qui le bien fait fut en vain...

mais il a été fait...


Je demande pardon d'être

de ne pas être,

de pouvoir

de ne pas pouvoir,

de savoir

de ne pas savoir

d'aimer

d'haïr

de me souvenir

d'oublier



de devoir

de mépriser

d'ignorer

de mal dire...


je demande pardon

parce que je pense que je pouvais 

mais je n'ai pas pu,

que je le veux mais me fais illusion

que je le dois mais j'y succombe,


le bien n'est ni fierté,

ni une quelconque récompense,

le bien est la connaissance,

de celui qui pense...


mais quand pourrai-je arrêter de penser

et simplement profiter de ma vie...


il y a trop de gens 

pour ennuyer cette pauvre 

créature vivante.

L'instant

 l'instant

il n'y a pas de raccourcis,

ni de lambeaux,

dans les abattoirs du destin.


Dans le bois brut

la lutte affine

le sort et la résine.


Sur le sable le banquet

de la pleine lune éclaire

les yeux de la sirène.


Sa queue de poisson

dans un faisceau d'eau

déverse la peine.


Voici que la mer a soif,

soif de la tristesse des hommes,

qui naviguent et disparaissent...

entre ses abîmes.


Ardeur et rêveries

de la conscience enveloppent

les vagues... qui sondent

avec patience les pas...

qui s'envolent.


les oiseaux d'autres temps

qui volent, tournent...

les mystères de l'amour submergé

dans les vers multiples

qui s'inversent

dans la conversation des amoureux.


La mer ouvre les bras

et dévore ses fous

d'amour... pleure pluie

sur leur peau,


les nuages jaillissent dans les rêves

et les font poètes pour la vie,

comme s'il n'y avait plus rien à faire

à part être

seuls et tristes.

El instante

 el instante

no hay atajos,

ni retazos,

en los cortes del destino.


en la madera bruta

la lucha refina

el sino y la resina.


En la arena la cena

de la luna llena aclara

los ojos de la sirena.


Su cola de pez

en un haz de agua

desagua la pena.


He aquí que el mar tiene sed,

sed de la tristeza de los hombres,

que navegan y desaparecen...

entre sus abismos.


Fervor y cuitas

de la conciencia envuelven

las olas...que sondean

con paciencia los pasos...

que vuelan.


los pájaros de otros tiempos

que vuelan, rondan...

los misterios del amor sumergido

en los versos diversos

que se invierten

en la conversación de los enamorados.


El mar abre los brazos

y devora a sus locos

de amor...llora lluvia

en su piel,


brotan nubes en los sueños

y los hace poetas por la vida,

como si no hubiera nada más

que hacer además de ser

solos y tristes.

Caverna do Diabo...


Cueva del Diablo,

 ubicada en el Parque Cueva del Diablo, 

municipio de Eldorado SP, 

es la cueva más grande y hermosa 

del Estado de São Paulo 

y visitada por turistas de todo el mundo.


Cueva del Diablo


El claro río del tapado

del asombro y de la ilusión

que rasga la montaña de piedra,

en todo su paisaje.


Cose sus entrañas en el aire,

de lazos y nudos nunca vistos antes,

el silencio de los milenios pasados,

en el trabajo de gotas errantes.


La cueva palacio de las aguas,

en la oscuridad un templo invencible,

escultado por nubes de lágrimas

dentro de la montaña olvidadas.


Si el faraón que duerme despertara

dentro de aquella montaña,

haría de ella su palacio,

por más que le fuese extraña.

mi amor

 Eres mi amor


Me sorprendo con la inocencia

y sinceridad de tus palabras absurdas:

claras claves casi mudas...


confusas y obtusas dicen verdades,

entre líneas, entre voz pequeña...

la lengua sorda, ¡el corazón no!


Pasión de los ojos,

que solo mira lo imposible,

sentimiento invencible,

sutil tino del pensamiento.


Amor de mi vida y muerte,

suerte de todos los sufrimientos,

dulce y ligera lleva el corazón,

avolando libre al viento.


No dejaré que tus penas

o tus alas se escapen, vuelen,

amor puro, sin mancha de máscara,

sin peligro de errar.


Te encuentro y te amo

aun en este lugar extraño.

mon amour

 Tu es mon amour


Je me surprends de l'innocence

et de la sincérité de tes mots absurdes :

des claires massues presque muettes...


Confuses et obtuses, elles disent des vérités,

entre les lignes entre une voix ténue...

la langue sourde, le cœur pas !


Passion des yeux,

qui ne regarde que l'impossible,

sentiment invincible,

fin nez de la pensée.


Amour de ma vie mort,

chance de toutes les souffrances,

douce et légère, elle emporte le cœur,

flottant librement au vent.


Je ne laisserai pas tes plumes

ou tes ailes s’échapper, s’envoler,

amour pur, sans tache de masque,

sans risque de se tromper.


Je te trouve et je t’aime

même en ce lieu étrange.

Miragem

 A minha alma é tão frágil:

solta assim ao vento...

parece uma miragem

de neon no pensamento.

La città

 La città

Alla città è vietato fruttificare:

se non il frutto

dell’edificio grezzo...

di cemento armato

in un palazzo

del cuore pieno d’infarto

e noia.

Alla città terra bella fantasia

di acquerello,

senza diritto reale

alla primavera.

I fiori cercano di fiorire abbracciati al rampicante

contorto di ferro, di acciaio,

profumano l’aria, quasi una vizio

in un abbraccio strangolato.

C’è un altro frutto:

Quello della miseria e del lutto,

Il lutto e la tristezza per chi non cresce,

non muore, non vive... soffre e soffre..

La città con le sue vesti di gala,

celebra la libertà degli uomini,

del progresso... come se fossero solo

vesti... i suoi stracci che volano...

senza diritto a svegliarsi.

Allora tutto è stato,

se non nulla lo è!

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

La stella

 la stella

La stella è caduta, subito dopo la pioggia,

quasi nessuno l'ha vista,

era un lampo

un angolo in essa un po' ottuso...


Ha lacerato il cielo, soffocato Zeus...

perché la stella ha mancato il bersaglio,

è caduta in un largo lago,

un pozzo nel fondo del cortile.


Si è immersa nella terra scura,

la stella non era né seme né frutto maturo,

è caduta per un calcolo errato

di una mente oscura.


Se fosse luna, pianeta, sole o un'altra invenzione,

non sapeva nemmeno come definirsi...

Guardò intorno e non era neanche il sertão,

era terra dura, terra pura, zolla!


Era già nata nella chiarezza,

 non si era mai cacciata nelle tenebre...

il suo colore caldo e brillante, brillava,

arcobaleno fluttuante sulla neve bianca...

che al semplice pensiero si scioglie.


E ora che la stella si immerge

nel caos della terra senza confini,

la sua luce di profonda candore,

sospetta, spenta, frode sottile...


Quale nulla la luce della stella non si spegne,

anche dopo tutto il chiarore dell'alba,


si scioglie nel cortile illuminato

raggi di sole sul mattino...


segue ancora la stella dietro la nuvola,

canticchiando il cielo dell'alba...

come se la scomparsa fosse nulla,

davanti alla possibilità 

che il suo essere torni a essere tuo.

Sua coruja

Sua coruja

 

nudez

Meu Deus,

Não sei o  que falo

nem sei o que faço

quando estou 

nos seus braços.


 minha alma em nudez

se entrega a vida,

que pode ser só maluquez

desta minha primeira vez

igual nunca tive

na vida.


Nem abro os olhos 

de medo de acordar,

mas quando acordo

tudo está no mesmo lugar.


Ainda vejo 

a luz dos teus  olhos,

sinto o calor do teu abraço

e ouço teu sussurro

antes de me deixar.


Não me lembro 

mais de nada

se não de te amar.



Poetisa da lua

 Meio poetisa da lua

meio sombreada,

meio enluarada

mesmo sem lua.


igualmente

poetisa da rua

meio dormida

meio acordada.


meio poetisa do céu

anjos alados

sem pecado

céu abandonado.


sou poetisa do tempo

do advento do amor

sopro pra longe a ventania

da tristeza e da dor.


Lavro e palavro

 meus arredores cinzentos

dou-lhes o claro

da luz do meu pensamento.


Nada me veste

nada me reveste

do que sou,

A nudez da minha alma

é a mesma do meu amor.


sou meio poetisa

meio solbrilhada

meio lua orvalhada,

que agora brinca com Deus

até às gargalhadas

Que abriu mão das tristezas

que um dia me fez

Luz apagada.









les choses

 les choses

Les fleurs abondent

le vers diminue

les yeux s'approfondissent

dans le silence de la langue.


Le mot se fait rare

dans l'enceinte de la racine

le silence creuse

la fleur-de-lys éternelle.


si je pouvais voir demain

je ne verrais rien 

de plus qu'aujourd'hui.

Le cose

 le cose

I fiori abbondano

il verso diminuisce

gli occhi si immergono

nel silenzio della lingua.


La parola scarseggia

nel recinto della radice

il silenzio scava

la eterna giglio.


se potessi vedere il domani

non vedrei altro che oggi.

No es exactamente así, doctor...

 No es exactamente así, doctor....


Vine a arrestarlo...

Usted es un fuera de la ley.

¡Es bigamo!


Aquí en el papel... 

esto es contra la ley.

Porque dice que usted es monógamo.


Espere, 

ni siquiera necesito abogado.

Solo tengo una esposa,

sólo pago un alquiler

y solo con la esposa voy al mercado.

Nunca he usado mi tarjeta de crédito

con la otra ni siquiera

en la farmacia,

puedo probarlo.


Solo la esposa


recibe el seguro y la pensión si me pasa algo.

Sólo ella va a la iglesia conmigo a confesarse

(Esto es simbólico)


La otra es una mujer

que sirve para darme placer

 cuando la esposa

tiene dolor de cabeza.

no tengo vínculo ni legal ni social,

solo tengo vinculo com mi esposa.


mi esposa,

dice que me gustan las chicas fáciles...

pero lo considera normal

y para mí no tiene ningún mal.

incluso me gusta mucho,

 es muy agradable

poder amar sin dar explicaciones.


Y es la otra la que me quiere

pero yo también la quiero...

Solo soy un tipo casado, bien casado,

y muy hombre.


Estoy con esta mujer o con aquella...

pero tengo a mi esposa 

y soy muy familiar y fiel.


Estoy aquí pensando

 que cuando la bigamia o la perigamia 

sea reconocida, vas a tener vida de árabe...

 tratarlas a todas con igualdad 

y con ellas usar

 tu tan adorable tarjeta de crédito... 

y dividir  con ellas, 

las  responsabilidades.

criatura

 Sou um artista falido. Me referindo a mim, mas também a outros artistas que conheci pelas estradas desta vida. Não, você não é um artista f...