quarta-feira, 21 de abril de 2010

Despejo

Despejo:
Sem abraço e sem beijo.
Despejou-me:
Invocou santos ateus,
e exigiu a desocupação.
Relutei e cedi:
confesso que ex orbitei e ex cedi!
Teu espaço invadi!

Tudo livre:
Devolvi tudo que peguei,
até teus pensamentos,
e quase sonhos que eu nunca ouvi,
que eu quase sonhei!

Queria mesmo roubar-te,
roubar teu tempo,
nem que doesse, que chorasses
que pecasses, que errasses em amar-me!
sou toda engano, toda erro!

Tudo acaba e acabou!
Teu mundo é todo teu, como sempre foi,
nem minha sombra te assombra mais,
nem a janela aberta
e o vento indiscreto.

Mas tenho que te lembrar que sou perversa,
deixei algo para sempre
que não me podes devolver,
A  minha ausência, Não!

Deixei-te um arco íris, não esquecido,
como pensas mas de propósito,
como lembrança ou recompensa!

E quando leres na janela,
próximo dos olhos,
 o arco íris que te deixei,
saberás que eu te amei,

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