quarta-feira, 14 de abril de 2010
Juraria
Que era leste, o sol nascente,
Mas era oeste e poente,
Juraria que era novo e único,
mas era velho, antigo e louco.
A rua de pedra mergulhava nos últimos raios de sol,
o mundo gira mesmo e carrega
o corpo e alma das pessoas,
leva seus sorrisos, seus abraços e bondade,
leva o coração
assim quente e cheio de sangue e de sonhos
para distantes veredas,
e o consome em alegres labaredas.
Eu morro nos braços dele
e espero que ele me ressuscite.
A beleza de seu corpo é um contraste constante,
com a dor e a paisagem que me habita.
Mestre de uma arte que me domina,
uma linguagem suave,
de trovão e lua, numa escura nuvem.
Mestre que me ensina,
me enleva serenamente,
Eu que sou triste como uma porta fechada,
como pedaços de coração,
numa mão esmagada...
Vou me sentindo livre de novo,
de uma angustia de desamor sem igual,
de um vento escuro e agil,
que me roubou do meu dia,
e quase que não amanheci mais.
( dedico a ele que tem sempre braços abertos
Um poeta do silêncio que não mede tempo
e nem espaço e conhece a sombra e a luz de quem ama)
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