Meu lado
forma um ângulo agudo
com outro poetíssimo lado,
um tanto quanto obtuso.
Que não é meu,
mas compõe no meu ser,
a dádiva de existir.
Meu lado desigual,
preso feito cambal,
revela o feijoal.
O alimento bom
da alma que cresce,
que gosta da vida
e aparece.
e sou sincera
nesta finita alma poeta
de pequena primavera,
mas jamais deserta.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
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