Passo a passo,
como terço,
repetidamente, como reza,
na linha leve da vida,
sem sombrinha, breve subida, ou descida,
entrego-me com espanto absoluto,
e sem reserva,
ao fruto do meu sonho,
que antes pálido e estranho,
agora vivo, preludio,
da paz esquecida.
Ele que abraço,
não todo, nem tudo,
porque é muito, além de profundo.
Deixo que os olhos digam,
tudo que disse e desdisse,
tudo que parece só tolice,
mas é a própria razão da vida.
Não o conhecia antes, de amá-lo...
nem ao amor, também.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
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