As águas de todos os gênios
estão reunidas no mar:
confabulam:
como será, quando será
a próxima chuva...
Para isso entretanto,
terão que viajar bem alto,
subir o recanto das nuvens
e se derramarem em salto.
Ás águam dançam com vento,
cantam com os trovões,
em suas alegres tormentas,
de todas as estações.
Depois caem das alturas,
em orquestras e algazarras,
em brancas canduras,
e afiadíssimas garras...
Enchem todas as bocas abertas,
das plantas, das carnes e das pedras
e vão viajando para os abismos
da metamorfose da terra.
com olhinhos vivos
e transparentes de furor eterno,
mergulho fundo no cerne
apaga até o foguinho do inferno.
quarta-feira, 2 de março de 2011
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