Era uma vez uma arainha ou aranhazinha...
que acordou de manhã e se olhou no espelho,
porque o Joãozinho tinha gritado:
Mamãe tem uma aranha aqui,
Ela nunca tinha se visto... andava
a pernas curtas pelas molduras
e logo se escondia atras das portas...
Hoje não deu, teve que passar correndo pelo espelho,
a mamãe do Joãozinho o tirou da parede,
para caça-la definitivamente,
Enquanto passava pelo espelho se viu
completamente nua, uma aranha,
que coisa mais exótica
e no sangue é venenosa e tóxica
Fazer a teia longe do espelho e
do moleque, da mãe dele e de qualquer
criatura de apenas duas pernas...
Comer bem todos os insetos distraídos,
que voam ás cegas pela vida...
Ah se a teia fosse eterna,
se o vento não levasse pra longe sua quimera,
seu castelo de infinitas armadilhas...
Ela a arainha poderia viver muito mais,
pensar, isto sim é uma obra de arte
gigantesca... erigir o pensamento,
e alimentá-lo com raios de luz do sol,
sem precisar todos os dias da vida,
reparar aquela teia mortifera e mortal,
que os dias impiedosamente desteciam
completamente.
Desde que aprendeu a fazer teias
nunca mais conseguiu pensar,
nem sabia que gosto tem um pensamento
e qual parte dela ficaria
mais completa quando ela pensasse
ou quando pensava se seria possível
se transformar.
E se jamais tivesse aprendido a fazer uma teia...
o que seria ela, dela,
como seria também se nunca tivesse olhado no espelho...
domingo, 1 de maio de 2011
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