De vez em quando
por onde ando
vejo um passarinho de lata voando.
Com as asas abertas em ângulo
costuradas as penas
o pássaro passa cantando,
o seu trovejar apenas.
Dizem que é a alma de um Santo
que a meditar no monte, mais cisma...
acaba por atirar-se abisma
das alturas do monte.
Deus do Ar, a navegar seus braços,
colhe-no no seu eterno abraço,
e ele passa sempre pelos mesmos caminhos
que passo.
terça-feira, 19 de julho de 2011
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