segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Paixão Terra Mar

A montanha apaixonada
se sentou na beira do mar
seus pés e pernas de pedras
enfiou dentro das águas

Cabeças e braços ao leo
entranhas extranhas ao céu,
a montanha sentada,
apaixonou-se pelas águas do mar

A chuva que vinha do céu
mal sequer lhe respingava,
fugia pelas escarpas de véu,
pra junto do abismo das águas.

E quando o mar enche
as ondas furiosas  crescem
se atiram contra seu ventre 
a lamber lhe as entranhas de pedras.

Almeja sua meduza obtusa
no rodopio dos tempos
o abraço mais profundo,
de todas as águas do mundo,







Nenhum comentário:

Postar um comentário

Non c'è sogno...

 Non c'è sogno che resista al tempo Improvvisamente la chiarezza del mattino, la sottigliezza della pioggia, l'intrusione della temp...