domingo, 14 de agosto de 2011

Pão dos Pássaros...





No espelho o vazio do nada,
do si mesmo,
despenteado.

Chaqualha e arruma as asas,
rompe as paredes,
arromba o teto da casa.

canta o canto incognita lingua,
mingua o verso no bico rindo
será lindo, seria...se não fosse findo.

por fim o sol:
ele é só  tripas em carocol,
rodilhando o chão,
o pequeno coração,
nao bate a asa,
eis me pássaro
dizem que nunca me viram morto,
e nunca nunca mesmo
me viram solto

a levar no bico
as penas dos meus
verdadeiros vôos.

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