Na última noite
não há despedida:
um dia perfeito
sem rasgo e partida.
Meu coração navega
entre montanhas e águas:
num antigo mar de mágoas...
Suave Guaraqueçaba!
Hoje o sol astro rei
pois olho entre a chuva:
É feriado...e lei
das águas e das nuvens.
Alegrias súbitas...
avulsas... caida do céu,
o coração abusa e pulsa
no divino carrocel.
As ilhas verdes e profundas,
as pedras mais duras do mundo...
meditam sobre o passar dos segundos...
entre o mar e o céu...
e as vidas alí enlaçadas
tem suas trajetórias juntas.
o que passa na alma,
vem do coração, de um sincero amor:
mudo e sonoro a pulsar no peito,
a extravasar nos olhos...
a ternura de um olhar surpreso e verde...
Feliz por ser peixe,
feliz por estar na rede,
feliz por matar a fome
feliz por matar a sede
feliz apenas por estar ali
na paisagem de todas as formas:
nas brumas dos sonhos,
e que deles nunca se acordem!
do corpo sangue, amor e alma,
preso como o peixe..
como a voz a lingua
e coração e a dor:
no mesmo instante de paz
na mesma luz que faz
o dia ser desigual,
ser verde e sobrenatural
os braços ser ramos e cipós,
prender com profundos nós...
frageis e dificeis nós...
de raizes desgarradas da terra firme,
a deriva de muitas lágrimas...
estar agora aquecidos
por aquele mesmo sol
já dos raios antes fugidos...
Oh, tristezas, não me levem mais de mim...
porque finalmente eu sou feliz.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
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