a noite com bafo quente de estrelas
parece conversar calmamente com a solidão de alguém.
O coração palpita
é o perfume indescritivel e indecifravel
da velha árvore noturna.
Além das estrelas o ruido e os faróis
dos pontentes carros cruzam o presente do caminhante.
intrigas antigas
a arte de existir, apesar do tempo, ainda.
não finda.
E tudo tão novo, até as velhas estrelas
se vestem para este debut.
A mesma velha árvore perfumada como nunca
agita suavemente seu lume,
de duas lâmpadas gigantes,
nascidas em inesperados caules cinza de concreto armado,
( plantados) ali mesmo, junto ao caule verde
de sua floresta de folhas e flores...e fruto...
para o caminhante assim como para a árvore,
é luz, mesmo falsa, inventada
é um presente de estrema grandeza,
de tanto merecimento.
e o caminhante não teme,
quando sair desta zona iluminada,
e penetrar no obscuro sertão,
pega seu boné, cintilante,
de bateria rADIante e põe na cabeça,
vai pelo mato catarolando
uma outra canção,
mesmo que nenhum outro bicho do mundo o reconheça.
terça-feira, 20 de março de 2012
Assinar:
Postar comentários (Atom)
O estranho
Aquele que me é estranho Me são estranhas suas lágrimas. Até posso vê-lo como uma rosa que se orvalha. Não entendo sua dor nem do coração n...
-
A minhoca não arreda o pé da terra bailarina clássica, de música inaudível entranhada na sua alma de puro barro. Dança, salta, não tira o...
-
De sterren, in de stilte dag, de sterren zingen. De maan giet licht en betovert. Het licht dat van ons houdt. In de stilte van de tijd, ...
Nenhum comentário:
Postar um comentário