Privo-me da cidade,
das ruas estreitas e sem saida.
Para o sol e a lua...
na eternidade...
Corredor de luzes falsas, pálidas e noturnas,
sonambulas criaturas pelo universo,
que não tem rima, nem sina,
de verso, de inverso, de reverso,
a vejo sumir escondida,
sua vaidade nua... sua vaidade lua
enlaçada, aos abraços
com arranha céus...
lua ao leo pelo céu,
sem veu perdida.
Privo-me da janela
e das estrelas, satélites invejosos
nos olham! O que procuram? Vê-las...?
além dos olhos...!
A casa - sem asa e sem parreira
quer fugir para o meio da floresta...
onde a bica da água molha o jardim..
.e o beijo não tem pressa
e nem fim....
Mas o que me resta...
para alguns a festa, para outras a réstia...
é te querer bem...
voas sobre a imensidão deste céu sem dono
e pousa na janela, olhar a sala,
no abandono.
do dono dela.
segunda-feira, 12 de março de 2012
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