segunda-feira, 12 de março de 2012

Privacidade

Privo-me da cidade,
das ruas estreitas e sem saida.
Para o sol e a  lua...
na eternidade...

Corredor de luzes falsas, pálidas e noturnas,
sonambulas criaturas pelo universo,
que não tem rima, nem sina,
de verso, de inverso, de reverso,


a vejo sumir escondida,
sua vaidade nua... sua vaidade lua
enlaçada, aos abraços
com arranha céus...
 lua ao leo pelo céu,
sem veu perdida.

Privo-me da janela
e das estrelas, satélites invejosos
 nos olham! O que procuram? Vê-las...?
além dos olhos...!

A casa - sem asa e sem parreira
quer fugir para o meio da floresta...
onde a bica da água molha o jardim..
.e o beijo não tem pressa
e nem fim....

Mas o que me resta...
para alguns a festa, para outras a réstia...
é te querer bem...
voas sobre a imensidão deste céu sem dono
e pousa na janela, olhar a sala,
no abandono.
do dono dela.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Murió, se acabó.

 Murió, se acabó.   Sí, murió, se acabó... El tiempo en que tú podrías haber hecho  y no hiciste. Nadie, de ti, va a querer nada más No hici...