A vida é passageira
entra no trem sai do trem...
o trem vai, o trem vem
nunca sai da linha o trem.
a linha não é reta,
curva turva, certa.
em três D, linear direta
vai alem o trem com mais um D de depois, do alem.
Quando o trem apita,
aflita a vida desembarca,
o arraial, o povo, o foguetório
a colina sementeira, o rio a sede
o oratório...
o canta galo, o pia pinto
o chão o pé o calo...
ao que dor, que prazer eu sinto
na vida bem comum, tão raro.
a linha da vida se estende se estica.
se empina, se enrola.
o vento leva o vento traz
o vento enleva, brincadeira e paz.
quando o trem apita sem nada
a correria de todo lado,
uns descem outros sobem
(uns fica outros vai!)
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