Pois um micro,
que me dá o máximo de inspiração,
me vem de Shakespeare.
Da minha mais remota infância...
quando aprendi representar...
Nem tava chorando era só careta.
Shakespeare, vem cá, seu menino safado,
vou pegar sua caneta
e esconder do lado.
Você vai brincar de balancar
na arvorezinha plantada, pequena para não cair.
o balanço é legal, vai fazer você sorrir.
Gargalhar a vontade.
depois você vai fazer arapuca
pegar passarinho... visitar o ninho,
brincar com os filhotinhos...
com peneira vai pegar peixinho
lá no rio da ribanceira.
Shakespeare com este nome tão grande,
como você vai poder ser criança?
dá cá a caneta, esta caneta gigante!
Eu gosto muito de você, perdoa se parece
que gosto mais de Santos Dumont...
São dramáticos estes dois homens...
Shakespeare e Santos Dumont...
o que eles tem em comum se não a magia
dos sonhos?
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