De manhã está nevráugica:
bilhões de elétrons
se entrecruzam suas cavas.
bilhões de raios penetram
seu tecido surrealista e vivo
a cidade se embaraça
nos próprios pensamentos.
as tecelãs trabalham atentas
as horas, a manhã prossegue
seguindo a história.
depois de toda gritaria,
máquinas e braços
força e inteligência o concreto se realiza
o dia finda, como recompensa.
No oeste postaram um sol grande,
muito mais redondo e vermelho do que antes
de manhã cedo...
apressado deixa rastro vermelho
nas nuvens negras...
A cidade está nostálgica:
suas redes balançam
pernas e braços fadigados...às vezes
com medo... descansam.
Que sonho terão todos
hoje a noite?
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