segunda-feira, 25 de agosto de 2014

as cortinas...

Não são de ferro.
Balançam ao vento do ventilador de teto.

por detrás operam mãos secretas,
discretas. Operam diretas.

Não estou no palco,
nem na platéia...
me distraio entre as ruinas do velho castelo.

Minha sina, os cacarecos.

mas quem me dera habilidade tanta,
de juntar fio com fio, na manta!

O momento é tão nobre,
que a riqueza ficou pobre!

Me divago largo espaço para o abraço
é meu o laço...
a presa sou eu...

Não bebo mais
o vinho me bebeu!

quem leio não entendeu......
a poesia voa é como folha,
na bolha, como uma bolha na folha...
fuau...fuau!



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