tinha uma intenção ontem...
herdada da beleza de um povo a beira rio
que cultivava nuvens no horizonte,
quando via seu rio vazio...
Era minha intenção, desde a infância
conhecer o campo da pedra bruta,
que vela o rei, os escravos, à vela
de uma sabedoria, hoje ainda santa.
tive muitas intenções eu confesso,
algumas até hoje guardo na alma
como aquela de prender a lua na gaiola da varanda
e à noite manter acesa, a luz da sala.
e quando vi a morte na varredura,
no pesado fardo de renovar a criatura,
pensei ser leve, breve, também na sepultura,
intencionei me revirar inverso o coração em verso.
e me transformar em natureza pura...
se não der continuo a ser o enviesado ser que me vier.
domingo, 24 de agosto de 2014
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