Me sinto refém
de tantos sequestradores de todos os bens.
sem bem, sem convem
me sinto refém.
Me sinto etê
sem arte e sem ateliê.
precisaria me sentir feliz
mesmo longe de Paris.
me sinto refém de um bocado de sórdidos
que não hesitam em cativar meu único bem
que é meu punhado de sodio.
deixo meu protesto:
se presto ou não, ao que presto
desabono tudo que não presta...
o resto é resto.
e resto é resto.
queria confesso
construir na terra um ninho
mas me dei conta que
a árvore é sempre do vizinho.
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
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