O amor está lá
amoitado, à espreita, como um bicho faminto.
longe, longe de tudo
Pressinto
O amor deixo os olhos no escuro do quarto
não ser visto, sua arte, sua parte que age
engana, arruma a cama,
dorme e ama, depois parte.
O amor é nada
para quem era tudo para ele...
Em outras partes
o amor esquece sua obra prima
sua criatura amada
e rima
tudo com nada.
o amor tantas vezes mal falado
seu malvado amante
não é mais como antes
nunca jamais alheio ao lado.
tem sempre um surpreendente truque
e uma grande jogada:
nunca fica esperando
parado no meio da estrada.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2016
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