segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Peço perdão

tantas  vezes a mim mesmo,
tantas outras a outras pessoas,
mesmo aquelas que nunca mais as vejo
aquelas que para sempre as desconheço.

peço perdão aquelas que mereço
de bom coração,
aquelas que o bem feito foi em vão...
mas foi feito...

Peço perdão por ser
por não ser,
por poder
por não poder,
por saber
por desconhecer
por amar
por odiar
por lembrar
por esquecer


por precisar
por desprezar
por ignorar
por maldizer...


peço perdão
porque penso que podia mas não pude,
que o quero mais me ilude
que o devo me sucumbe,

 bem não é orgulho,
nem tão pouco recompensa,
 o bem é a ciência,
daquele que pensa ...


mas quando é que vou poder parar de pensar
e apenas gozar minha vida...

é muita gente para aperrear esta pobre criatura viva.








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 Grata pelo carinho da presença. Mais de  vinte países, este mês, visitou poemas sem fronteiras. Fico feliz que todos estejam bem.