quinta-feira, 26 de maio de 2022

caranguejo de Fernando de Noronha

Não páro, não descanso
a vida me sopra como pena
não sou de asas
Eu apenas sonho Brumas.
E me perco pela estrada
e como semente, me desprendo
da vida que me leva
e fico a vontade, à sorte
de quem me acolhe, simplesmente
O vento, a chuva, o calor do sol,
os corpos que dançam
as nuvens que espalham
as alegrias e os prantos
dos caminhos que me encontram...
Vivo assim..
não há tempo para perder
não há tempo para ganhar
somente,
há tempo para viver.

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