quarta-feira, 5 de março de 2025

vida pensa

A poesia, desculpo.
 Não pela inocência, 
mas pela insistência.
Das estrelas, em espargir luz,
 apesar da poluição.

 Do mar, pelo cinza, verde azulado,
 apesar do lixo. 
Do amor, apesar dos tumultos,
 da vida, apesar das descrenças.

Não nego as dúvidas.
 Se poeta, ou às escusas, 
não me sinto pacífico, 
em desuso, quando não luto.

Esta arma me desarma, 
sou mortal. Não arrogo,
 por mais que durem os séculos,
 tudo mesmo passará logo.

A história, esta confusa senhora,
 confunde o fato
 do tempo ter ido embora
 e tê-la deixado fora.

 

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