terça-feira, 18 de março de 2025

Carta de amor

A primeira vez 
 frente a frente e a sós com você
 foi mais ou menos
 a duas décadas passadas.
 Você vivia nos braços de outra
e era muito amado.

Você me olhou e me pediu algo
Eu lhe disse: 
já me viu fazer isto  alguma vez... 
você, respondeu, não. 
Então, não sei fazer isto. 
Portanto não farei.

Voce me derramou um olhar
 muito triste e insiste, 
que devo saber sim.  So não quero fazer.

Depois partiu como um moisés da vida,
navegando seu nilo, desceu ao mar,
se tornou um  grande navegador.
Um verdadeiro conquistador.

Nunca mais você me viu. Nunca mais me olhou.
Guardei de lembrança seu olhar triste,
que nunca do meu coração se apagou.

Eu, sua Penélope passei  todo o tempo 
tecendo as longas noites de solidão,
sonhando que era  surfista
e cantava nas ondas do  mar de toda imensidão.

 pedia que elas me ouvissem 
e cantassem  meu canto aos seus ouvidos
meu pranto se misturava ao mar,
sem jamais dele ser dividido

mas tudo se desprendia 
no uivo de um mar selvagem
que não perdoava a separação
 daqueles que se amam
de verdade.

O mar também chorava.

Você reapareceu agora,
tão belo e tão inocente,  
que ao ver penelope de novo
se questionou: de onde será
que conheço esta gente...

continua depois







 

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