frente a frente e a sós com você
foi mais ou menos
a duas décadas passadas.
Você vivia nos braços de outra
e era muito amado.
Você me olhou e me pediu algo
Eu lhe disse:
já me viu fazer isto alguma vez...
você, respondeu, não.
Então, não sei fazer isto.
Portanto não farei.
Voce me derramou um olhar
muito triste e insiste,
que devo saber sim. So não quero fazer.
Depois partiu como um moisés da vida,
navegando seu nilo, desceu ao mar,
se tornou um grande navegador.
Um verdadeiro conquistador.
Nunca mais você me viu. Nunca mais me olhou.
Guardei de lembrança seu olhar triste,
que nunca do meu coração se apagou.
Eu, sua Penélope passei todo o tempo
tecendo as longas noites de solidão,
sonhando que era surfista
e cantava nas ondas do mar de toda imensidão.
pedia que elas me ouvissem
e cantassem meu canto aos seus ouvidos
meu pranto se misturava ao mar,
sem jamais dele ser dividido
mas tudo se desprendia
no uivo de um mar selvagem
que não perdoava a separação
daqueles que se amam
de verdade.
O mar também chorava.
Você reapareceu agora,
tão belo e tão inocente,
que ao ver penelope de novo
se questionou: de onde será
que conheço esta gente...
continua depois
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