Aos vinte vim pra cidade
cheia de onda e modernidade,
trouxe lá da roça
uma mala cheia
de poemidade.
Escrito a caneta, ou a lapis,
em folha de caderno velho
e obsoleto
Ninguem lia, uma só linha
uma só página
dos meus sonetos.
Com o tempo os poemas morreram
por falta de eternidade.
Hoje é diferente...
escrevo com paixão tudo
aquilo que desejo e penso.
porque toda pessoa hoje
consegue ler o meu pensamento...
é toda esta novidade
que me deu de presente
o santo tempo...
que comigo nunca foi em vão,
além de tudo,
me deu você no coração.
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