sábado, 23 de agosto de 2025

mercurio

 


Clamo a Mercurio
Aquela divindade bem antiga
escondida na maioria das vezes,
no meio das estrelas do céu.

Mercúrio que tem as veias
abertas, feito rios, nas américas.
que semeia pomares cabalísticos
onde a serpente instrui Eva.

A desobedecer Deus 
seu pai criador
em meio ao paraíso,
e ser só uma filha da terra...

Este mesmo mercúrio
que se espalha feito vento,
que infiltra crateras,
e alimenta ervas e primaveras.

cria rochas e tochas,
em campos e montanhas,
e chama meninos e andorinhas,
pra discutir seus cantos....

Meninos como Van Gogh,
no meio dos trigais,
semente e pão na mão,
e força dos vendavais...
soprou-lhe,
com ira a eternidade.

Voz de trovão, 
entre as tempestades,
as majestades,
as divindades,
voz de trovão, 
entre as claridades...

Mercúrio que voa mais 
que pensamento,
mais perto e mais profundo 
que coração,
ande comigo, 
mesmo que eu ande sozinha.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Murió, se acabó.

 Murió, se acabó.   Sí, murió, se acabó... El tiempo en que tú podrías haber hecho  y no hiciste. Nadie, de ti, va a querer nada más No hici...