terça-feira, 9 de setembro de 2025

universo poético

 Quem oscila no universo poético

tem sempre um coração flechado

por mais de mil flechas

um coração que chora lágrimas

e músicas no mesmo papel

Tem mãos vazias e os olhos

se não dos próprios versos.


Um coração preso nas grades das costelas

que a poesia faz cantar como uma

lua sem janela.


Não tem arranjo de palavra que descreva

a peleja da alma no rabiscar de seus versos

é o pouco de luz de uma estrela que se atira

na manhã de sol que ainda lhe resta.


Lhe é dada toda calmaria da noite escura

e o brilho indescritível da luz que lhe veste

mas é da imensidade do dia de vida

que ela carece.



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