No meu passo
e deixo meu presente,
o presente de mim
sou eu
esta riqueza que me envolve,
A terra,
minha fábrica de sonhos,
O sol, a minha luz,
que faz visível,
o meu espelho,
a minha alma,
tão presente e tão distante.
Passo mesmo, sem engano,
ainda que sem ciência,
ou religião,
ou qualquer coisa iminente,
me convenço
sou eu, entre tantas
possibilidades, ainda sou
a cavalgar pela cidade.
Meu velho Deus
a alvura de tua figura
ainda confunde crentes e ateus...
No entanto passas simplesmente
pelos mesmos velhos caminhos
que passam todos os filhos teus.
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