segunda-feira, 19 de abril de 2010
Sol do oriente - Maria Melo
Coloco-me ao sol do oriente.
Que cruza montanhas e mares,
e brilha nas calçadas nuas e frias,
de pequenos e indifentes olhares.
Sol que não sonha não pede sonhos,
não imita nem limita realidades,
que vaga algures, lugares lindos,
move sombras infindas infelicidades.
Dou-me nua, na nua rua onde ele brilha,
ilumina pérulas e cacos de qualquer vida,
com olhar sincero de sincero pacto,
serenar dor por onde a dor na vida trilha.
Vou-me sem filosofar séculos de desigualdade,
ainda que quebre pacto de paz e serenidade,
não sei manter divididos, mundos completos,
em partes de intensa e perversa felicidade.
Assim imagino que sacrifício eterno não valha,
nem dia ou hora da menor vida em questão...
que furte com cruel e fulgas navalha,
quaisquer realidades do seu coração.
O tempo roubado é tempo desfeito,
como ponto da teia da trabalhosa aranha,
que tira da própria vida a linha que é cheia
da lua cheia que ela própria emaranha.
seja ele o sol do oriente que a rua atravessa
com raios de brandura e luz tamanha,
que não mede as rimas e diversa a versa,
do poema que sua alma agora ganha.
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