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terça-feira, 6 de abril de 2010
Um livro lido, vivido e fechado para sempre (maquiavel)
Veloz feito o vento Maquiavel cobriu a terra,
de lágrimas, de suor, de sangue e juramento.
De vingança, demolição, e de tormente.
Pequeno grande veneno, contaminador
das mentes humanas, animais e terrenas.
A mão que o semeia, simplesmente acena,
a dor vem correndo, crescendo, em cena.
Maquiavel, o douto louco do coreto,
levou ao leilão as almas dos homens bons.
e os leiloou sem levantar a voz,
dos outros, apenas as teceu em ferozes nós.
Agora Maquiavel em agonia acabrunhado,
vê seus dias nas últimas páginas apenas,
vê os olhos grandes, mais arregalados,
arrependidos das árduas lições terrenas.
E os trabalhadores acuados não fazem cena,
levantam o dia no martelo e prego apenas,
roendo suas dores e agonias, gastam,
todas suas horas, reconstruindo o dia.
O douto louco se entrega ao fim,
Eles irão correndo buscar novas fontes,
repor os sonhos dos incansaveis pregadores,
que remendam o mundo,
esparadrapo branco, negro horizonte.
Os trabalhadores não param:
Não verão o fim do mundo.
e Se tudo foi feito pra acabar,
eles permanecerão no fundo.
Ate que a aurora os venha resgatar.
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