A penumbra invade enfurecida
minha janela da sala
com ciumes da estrela
quasar de minh´alma.
Sob calma explosão
meu olhar atira versos na parede
do coração a pixe fresca
do poema e seu enredo.
Debato-me contra a escuridão:
a madrugada toda se evapora
estraçalho com as mãos
a ausência da estranha hora.
a penumbra cai feito uma luva:
na mão da noite interminável
dos meus olhos rompante chuva,
na luz dos sonhos que viajo.
E ele outra vez, entre tantas,
que dorme assim leve e suave,
no peito o coração boceja,
que preguiça de acordar nesta tarde.
Nem preciso abrir os olhos,
para ver seu sorriso nos meus,
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
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