A verdade nua,
sem nenhuma transparência.
oculta, insulta,
religião e ciência.
Monótono monólogo,
se faz em cinza, se desfaz em cinzas.
a verdade obvia
envolve trapaça,
de Deus ao Diabo,
também ao pobre da clava.
Concede a João e Ninguém
poder quase eterno,
sobre a razão e a emoção,
da moenda do céu e do inferno.
A verdade ri demente,
sua gargalhada é página escancarada
de qualquer mente.
possui e é posse,
de inimaginável mágica,
torce e distorce,
a trajetória da trágica,
história.
de qualquer pomposa nave.
Engana o sábio e o ignorante,
ilumina o feio,
com prazer delirante.
Sussurra mentiras
seduz com falsos e verdadeiros brilhantes,
a verdade não deve tese,
não tece hipótese,
não é reza
nem quem reze...
é vaidosa, gostosa de saborear!
Não é arma,
não é alma que aflige
nem palavras talvez seja,
é algo que acaricia e beija...
a eterna peleja
de um sonhador sem limite.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
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