não há atalhos,
nem retalhos,
nos talhos do destino.
na madeira bruta
a luta refina
a sina e a resina.
Na areia a ceia
da lua cheia clareia
o olhos da sereia.
Seu rabo de peixe
num feixe de água
desagua a mágoa.
Eis que o mar tem sede,
sede da tristeza dos homens,
que navegam e somem...
entre seus abismos.
Fervor e cismos
da consciência envolvem
as ondas...que sondam
com paciência os passos...
os pássaros de outros tempos
que voam, rondam...
os mistérios do amor submerso
nos versos diversos
que se inversam
na conversa dos apaixonados.
O mar abre os braços
e devora seus loucos
de amor...chora chuva
na pele deles,
brota nuvens nos sonhos
e os faz poetas pela vida,
como se nada mais houvesse
para se fazer além de serem
sós e tristonhos.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
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