Quando trama os hormonios
deita dorme e sonha.
Se o faz com Deus e todas as orações,
despertam-se anjos, principes sapos e lobisomens
e outros que rimam
mas não digo o nome.
A coberta o lençol e a fronha
confabulam com o (a) pobre adormecido (a) que sonha
que acorda babado
no meio de um invisível assedio...
abrir gaveta, buscar remédio...
chuverada de madrugada...
O retrato dele (a) na cabeça,
o sabor espalhado pela pele
quando trama os hormonios...
a tudo as todos se apela.
Quando os hormonios trama (m)
que seja generosa a vida...
que me lamba, me ama, me coma...
me guarde escondida
no indecifrável presidio da sua cama.
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