Naquele momento,
único na vida eu estava lá,
do lado de fora da porta,
ele do lado de dentro.
O retrato aprisionado no limiar do tempo.
Seus olhos vermelhos e tristes
contemplavam lá fora...
como se ele me visse formiga,
a única paisagem de agora.
Por que seu retrato ainda me olha...
apesar de desfeita
a materia do sofrimento
ainda resta o semblante
de Reimbrandt
aprisionado no limiar do tempo.
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
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