A decadência.
Meu esqueleto ainda deve os ossos.
com toda minha decência
pagá-los não posso.
Quero dizer, natureza...
um dia devolvo sem juros
os elementos que peguei...
bem gastos, bem sei...
a ti realeza, e a ninguém mais.
Espero que perdoe o mal uso que fiz
porque nem sempre consegui ser
bem feliz como deveria
pelo grande bem da vida, que de ti, recebi.
Vai um a parte:
esta artimanha cheia de arte
também faz parte.
E por aqui mesmo foi que me endividei.
Explico:
Cobradores no português brasileiro
é uma overdose...
Porque alem do devido,
cobram altíssimos, Oh altíssimo, juros.
taxam as taxas, com muitas tachas.
Assim acabo me inclinando, declinando
um posterior convite,
e um Não à obrigação.
Antes de tudo, sei, tudo isto é mera divagação.
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
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