quarta-feira, 8 de abril de 2015

mania

Cada louco tem sua manilha!
de fluência, influência.

entorta o bico
jorra o que pensa.

a manilha  secreta,
dos profundos desatinos
ninguém nem ronda o destino
que fizeram os pés
fazer caminhos.

ninguém sabe
das contadas luas,
das noites sem luz e sem ruas
das rodadas sombras nuas
que cantarolavam  juntas...

amor e fé
no bater dos pés,
na terra quente.

Sei o quanto há 

naquela floresta de cipos e espinhos
Há tudo
que deixei lá
eu mesmo e tudo mais de mim.


e ainda me resta,
guardar na terra serena restia
os meus próprios restos.
 
 




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