quinta-feira, 20 de março de 2025

A vida do rio


Esta noite tive um sonho:
Sonhei que corria alegre e feliz
as margens de  um pequeno rio.

Um rio Cristalino de pedras lisas e duras,
onde  flutuava as águas dançando 
e cantando com candura.

No espelho  cristalino das águas
eu via as vidinhas que brincavam de malabarismo na maior euforia.


continuava correndo, enquanto corria
ouvia cigarras e grilos e todo o passario
de árvore em árvore na cantata do rio.

Me dei conta de mim. Acordei.
Era qualquer manhã, o céu estava azul na minha janela. É hora de viver.

Terminou o poema.
Eis esta imagem simples retratada. Um fragmento.
da minha mente que percebi enquanto dormia

que está na mente de milhões de pessoas
que vivem e que aqui viviam. 
Está na mente e nos sonhos de todos nós.


Acrescento que as margens do pequeno rio,
além da criança correndo, das pedras lisas  duras,
das vidinhas das criaturas,

ha terra meio verde, com fruto meio maduro,
há porções de outros insetos, louva deus e borboletas que habitam e compõem a complexa existência do nosso planeta.

A vida que corria as margens do rio
brincando e procurando  os salões líquidos daquele dia,  imerso nas águas do rio, é a  minha, a sua, a nossa... qualquer vida que viria

se agasalhar  naquele dia, nos sonhos daquele rio.






 

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