Entrego-me a eles,
sem nenhuma carta nas mangas e nem na mesa,
sem previsão de futuro bom,
sem sangue de realeza.
E feito um rio, rio criança,
sem que entendam de mim qualquer esperança,
tenho a dádiva da alegria,
Dádiva que o amor oferece.
Olhos nos olhos,
coração no coração, atentamente,
transcrevo textos nunca revelados
que eles próprios desconhecem.
Minhas lindas pessoas
com seus tristes jardins de dores,
ícones cultivados e adorados,
como suas únicas própriedades de valor
Me perdoam o alarde
deste momento ûnico e irreal,
por mais que estique as mãos
que aumento no máximo o tamanho do abraço,
eu não consigo os alcançar
E ouço cada vez mais próximo,
o grito feroz da descrença,
não é possivel que viva entre nós,
tamanha disparidade e inocência.
Quero que saiba que minha alma se prosta
a beira da estradas,
que joga toda água dos copos
feito chuva pelas calçadas,
para molhar teus pés
água benta e sagrada
de um choro que nunca teve fim...
porque nunca começou
por tua causa.
Minhas lindas pessoas
Vejam nas minhas mãos as estrelas brincam
São luzes que acolhem teus olhos,
mas não sabem como tuas dores findam
Não falam como eu, repetidamente,
torrencialmente, feito cachoeira no desfiladeiro...
porque palavras nada me custam.
e as jogos pelos ares, pelos mares,
pelos campos, como sementes
acusticas, finalizadas e derradeiras.
E mesmo assim... depois de todo o máximo do exagero,
de todo zelo, cuidado e esmero,
vejo a descrença como teus piores inimigos.
E vejo que como estrelas de meu malabarismo,
tens versos mudos e precisos,
flutuando como luz nos teus abismos.
E nada sei negar
me entrego a eles porque tenho
a dádiva de amar.
E eles tem sempre muito medo,
especialmente de amar,
qualquer tipo de amor,
lhes parece tão caro, que nunca poderão comprar,
que nunca poderão partilhar,
que nunca poderão dar,
mas misericordiosamente
eles tem o coração completamente a transbordar
e é naturalmente destas sobras e migalhas
que construo a minha arte,
e digo este pouco, infinitamente muito
colhi a tua volta,
é o que tu deixas a derramar e se perder,
por onde passas,
com tua tristeza nos braços, apenas.
Poemas agradece sua visita Portugal Indonesia, Quirguistão Bielorussia Brasil, EUA Paquistão Russia Nepal, Malasia India, Bangladeche Venezuela, Panamá Vietname Alemanha Argentina Usbequistão Marrocos Mexico Filipinas Togo Salvador Paraguai, Singapura, Africa do sul Azerbaijão, Congo-Brazzaville Chile, Reino Unido, Turquia Ucrania, Equador, Colombia, Jordania, Canada Quenia, Hong Kong França, Emirados Arabes, Egito Bolivia Argelia, Etiopia, Uruguai, Omã, República Dominicana, Nigeria e outros
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Momentos
Tem muito problema para minha pouca matemática, se começo a pensar vem logo o embate: Vamos poetar, é melhor a temática. Mas poetar també...
-
De sterren, in de stilte dag, de sterren zingen. De maan giet licht en betovert. Het licht dat van ons houdt. In de stilte van de tijd, ...
-
Non c'è sogno che resista al tempo Improvvisamente la chiarezza del mattino, la sottigliezza della pioggia, l'intrusione della temp...
Nenhum comentário:
Postar um comentário