Um pedaço de papel, com números,
simples números, não era equação:
Mas era uma operação.
Nem números nem cidade existiam!
Só um amor desconhecido
distante, invisivel, em agonia.
Números secretos... indecifráveis...
mensagem sem remetente.
do além, nem em sonho, vieram!
um mês, contando os dias,
chegou ao fim, a solução não viria
Olhei para o papel e os números
somei e dividi... multipliiquei... diminui...
conforme a misteriosa numerologia
e as linhas de mão que vi.
Ele estava a salvo!
E quantos estão... e quantos se vão
sem que fique por eles,
uma única verdadeira lágrima
mas este papel era único...
minha mão hesitou mas amassou,
não contente, o rasgou...
ainda na incerteza, o queimou.
Sou péssima em matemática espiritual.
sou espiritualista não eterea,
sou cheia e completa de tudo tipo de matéria.
Veio o fim... a memória enterrou tudo.
Guardou nem sei onde...
num recanto qualquer do mundo.
mas o mundo não é um baú
onde um tesouro qualquer se esconde...
e Einstein jamais jamais jogaria isto fora
.
E as histórias ficam ali,
expostas, feito pedras,
esperando que mais cedo ou mais tarde
a gente nelas tropeça...
E é fatal, antes que se crê,
que nunca se espera,
que nunca virá, que nunca será,
que nunca acontecerá... ela ri...
da sua quimera.
Ei, você, eu não estou longe,
nem lá, como se cria...
estou sempre aqui... onde devia.
aguardando... a sua espera.
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