terça-feira, 2 de setembro de 2025

velho deus

 

No meu passo
 deixo meu presente,
o presente de mim
sou tambem toda
esta riqueza que me envolve,
A terra,
minha fábrica de sonhos,
O sol, a minha luz,
que faz visível,
o meu espelho,
a minha alma,
tão presente e tão distante.

Passo mesmo, sem engano,
ainda que sem ciência,
ou religião,
ou qualquer coisa iminente,
me convenço
sou eu, entre tantas
possibilidades, ainda sou
a viajar  pela cidade universo

Meu velho Deus, com quem
tão pouco converso.
mas conheço  alvura de tua figura
ainda confunde crentes e ateus...

No entanto passas simplesmente
pelos mesmos velhos caminhos
que passam todos os filhos que são teus. 

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