A vida é dura,
duradoura ou breve,
pesada ou leve.
A vida serve,
serve seu servo.
Inventei meu proprio poema,
para me conservar viva, apenas
e sorver o tempo possivel
conquistar o impossivel.
Aí está o drama:
O poeta sonha,
sonha a dor,
poeta canta,
canta a dor,
o poeta declama,
declama a dor
O poeta inspira
inspira a dor,
o poeta ilumina
ilumina a dor
O poeta ama
ama a dor.
o poeta pensa
pensa a dor.
Assim mesmo sem lógica,
ele o poeta vive e morre,
e dispara, corre no seu corredor,
sem paragem,
mira sempre uma nova viagem.
Se nada ele consegue
em suas orações poéticas
em suas poesias patéticas
ela reclama
reclama para si a dor.
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