O humano
que sempre foi simples
como trapo de pano
ou uma flor de algodão
Agora anda nos trinque,
descendente mais,
não é, de Adão.
Pleidianos,
que complexos,
outros se parecem repteis.
Outros esbeltos,
cheios de bit no cérebro,
são meios biônicos
com tripas e coraçoões
eletrônicos.
Eu, meu Deus, que já
estava quase me entendendo,
como um pote de barro apenas,
vindo do Egito ou de Atenas...
Agora me pergunto descrente,
quem sou eu,
neste cenario em cena...
nada sou completamente.
Quem sou eu com minhas
loucas e poucas crenças,
que venci batalhas supremas
só para sobreviver,
não arreganhei nenhum premio....
Quem sou eu com meu carater
com minhas convicções
e minhas lembranças plenas,
com meus temores de leis supremas...
Quem sou eu
com meus medos até das pedras,
que mesmo sem asas voam as cegas...
a resposta está as claras,
impressa na minha aurea
sou mesmo o seu tempo que passa,
de corpo e alma de barro
e que deixo em você
minha vida que
para sempre é a vida
que te abraça.
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