terça-feira, 29 de setembro de 2026

Nós, vós, os humanos

 O humano

que sempre foi simples

como trapo de pano

ou uma flor de algodão


Agora anda nos trinque,

descendente mais,

não é, de Adão.


Pleidianos,

que complexos,

outros se parecem repteis.


Outros esbeltos,

cheios de bit no cérebro,

são meios biônicos

com tripas e coraçoões

eletrônicos.


Eu, meu Deus, que já

estava quase me entendendo,

como um pote de barro apenas,

vindo do Egito ou de Atenas...


Agora me pergunto descrente,

quem sou eu,

neste cenario em cena...

nada sou completamente.


Quem sou eu com minhas 

loucas e poucas crenças,

que venci batalhas supremas

só para sobreviver,

não arreganhei nenhum premio....


Quem sou eu com meu carater

com minhas convicções 

e minhas lembranças plenas,

com meus temores de leis supremas...


Quem sou eu

com meus medos  até das  pedras,

que mesmo sem asas voam as cegas...


a resposta está as claras,

impressa na minha aurea

sou mesmo o seu tempo que passa,

de corpo e alma de barro

e que deixo  em você

 minha vida que

para sempre é a vida

que te abraça.








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 O humano que sempre foi simples como trapo de pano ou uma flor de algodão Agora anda nos trinque, descendente mais, não é, de Adão. Pleidia...