quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Promessa

 Tem  vez que quero

um dia  morno,  monótono, 

com monossílabos 

no meu monólogo

fáceis de entender

Sim e não no meu viver.

Com pouca emoção

sem prólogo de sofrer.


Não quero sonho 

nem fantasia,

quero só a noite e o dia.

Sem tanta estrela

quero pouco verso

só sua cara de sol

estampada 

no meu universo.


Quero seu olhar

na chuva que cai

a tempestade se vai

e a escuridão do mundo

se esvai.


De onde venho

pra onde vou

quero seu sorriso no meu entorno,

quero sua gargalhada,

no verso da cachoeira

naquele meu dia morno.


 você luz do meu dia,

agua que mata minha sede,

sem sonho sem fantasia

 dias meu rosário, 

que a vida deu.


Meu quadro de parede, 

beleza imóvel, 

que não se defaz,

que me prende o  olhar

 que você me limita em

toda minha existencia.

como o ar que respiro

que vivo, que morro 

que me rendo

que na vida  me prende.


Me deleita com sua vida,

eterna, efemera,

 triste ou alegre,

todo o tempo que tenho,

pesado ou leve, me leve.


E se eu sumir 

inesperadamente

me creia, vou quebrar o encanto,

e aparecer para sua alegria

 ou seu pranto,

não deixarei você triste nem só,

neste mundo, 

jogado num canto. 

Por enquanto 

só prometo, mas cumpro.










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