Tem vez que quero
um dia morno, monótono,
com monossílabos
no meu monólogo
fáceis de entender
Sim e não no meu viver.
Com pouca emoção
sem prólogo de sofrer.
Não quero sonho
nem fantasia,
quero só a noite e o dia.
Sem tanta estrela
quero pouco verso
só sua cara de sol
estampada
no meu universo.
Quero seu olhar
na chuva que cai
a tempestade se vai
e a escuridão do mundo
se esvai.
De onde venho
pra onde vou
quero seu sorriso no meu entorno,
quero sua gargalhada,
no verso da cachoeira
naquele meu dia morno.
você luz do meu dia,
agua que mata minha sede,
sem sonho sem fantasia
dias meu rosário,
que a vida deu.
Meu quadro de parede,
beleza imóvel,
que não se defaz,
que me prende o olhar
que você me limita em
toda minha existencia.
como o ar que respiro
que vivo, que morro
que me rendo
que na vida me prende.
Me deleita com sua vida,
eterna, efemera,
triste ou alegre,
todo o tempo que tenho,
pesado ou leve, me leve.
E se eu sumir
inesperadamente
me creia, vou quebrar o encanto,
e aparecer para sua alegria
ou seu pranto,
não deixarei você triste nem só,
neste mundo,
jogado num canto.
Por enquanto
só prometo, mas cumpro.
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