Não quero ser o que não sou.
Nem quero deixar de ser o sou.
Tudo muda, entre tantas mudanças,
nada me parece novo.
a mesma estrada serpenteia
montanhas e vales,
as mesmas flores
exalam perfume pelos ares.
Os mesmos fantasmas de branco
na noite escura, o canto da cigarra no verão
o mesmo aperto de mão
o mesmo aperto no coração.
É uma coisa boba a alegria vã,
aquela alegria de quem parte para longe,
quem tem dúvidas sobre o amor
e dele tem sede mas dele se esconde.
sei que há tanta tristeza em outras faces,
há muitas lágrimas nas cascatas,
ha risos sinceros e tantos outros falsos,
os meus são meus. Outro igual você não acha.
Se estou feliz disto você faz parte.
Nenhum comentário:
Postar um comentário