É difícil pensar isto
é dificil falar isto
é difícil escrever isto.
Muito mais difícil praticar isto.
Pai nosso que estás no céu
santificado seja o vosso nome...
... perdoai as nossas ofensas
assim como nós perdoamos a quem nos tenha ofendido...
O perdão é tão importante que tem dois atributos
de igualdade: Um divino outro humano.
Esta oração é profunda
e nela há um pacto de desespero
entre Deus e os homens:
a tal ponto que prometemos perdoar nosso semelhante
se formos perdoados por Deus..
Se devemos perdão ao próximo...
também devemos a nós próprios.
Como seremos capazes de perdoar o próximo
se não pudermos nos perdoar?
Reconhecer o erro e Perdoar a si mesmo
é fundamental para o crescimento interior
individual e o amadurecimento de sua
comunidade existencial.
terça-feira, 22 de junho de 2010
sexta-feira, 18 de junho de 2010
O estranho não pode ser domado
A estrada era estreita e escura.
O ônibus voava, sua lataria enferrujada
cantarolava luxúria.
Risos noturnos, olhares espelhados
pela floresta. Céu em festa
mata adentro. Era só um único
e indivisível momento do tempo.
Meu nome aparece no ar, sonoramente
aos berros estridentes...
desça! Salte, por aqui, há outros
jeitos de se caminhar e de se chegar
onde se quer ir!
Quase não acreditei. Levantei-me do banco
daquele inimaginavel banco,
que me sorria com os olhos e coração.
e o deixei sem palavras, sem adeus,
sem volta, sem nenhum presente,
nem passado, ou qualquer futuro
sem efemeridade ou eternamente.
Sai correndo, sorrindo pelo escuro.
Desci do ônibus inacreditando que o fazia.
Ainda tentei ver na penunbra sua sombra
quem sabe ele me seguia.... mas não...
Tão logo me virei o ônibus já não existia.
A estrada sumiu numa curva,
nenhum ruido de motor na lembrança daquele dia.
Que céu mais lindo, insuportávelmente
lindo, ainda que ele não púdesse estar ali.
Uma laterna na minha cara me examinava
como se fosse os próprios olhos de quem a segurava:
Quem é você... estiquei minha mão e toquei seu peito:
Era um homem. Eu queria a lanterna para vê-lo...
mas me consolei em imaginá-lo.
De braços dados, ouvindo o rio
sem ver o caminho, confiei-lhe meus passos.
Senti que ele mancava. Nada por ali era muito facil,
ele conhecia o caminho, mas não conseguia
evitar as pedras!
Mas andava leve e estava feliz.
Apareceu no meio da noite uma ponte sobre o rio
Eu, de braços dados... so ria!
Era festa e alegria, nada mais.
Cruzamos a ponte com cuidado,
feita de paus e de buracos a ponte assustava.
Dizia ele que a água era pouca para afogar,
mas as pedras eram duras de se aguentar.
Viramos à esquerda e vi uma fogueira.
Santo Antônio quer terço de moça casamenteira.
Na casa muitos abraços e beijos,
olhos apertados de surpresas
que jamais os surpreenderam!
O menino se jogava no chão, chorando,
queria brincar, a mãe queria que ele fosse dormir.
A fogueira la fora ardia e brilhava,
não era coisa pra criança.
brinquei um pouquinho com
aquele homem menino e seus olhinhos
cheio de águas sorriram para mim.
Foi sim dormir eu o vi depois no quarto,
estava enrolado nas cobertas.
A casa cheia de gente e cada vez mais gente,
a porta abria e aparecia da escuridão
faces brancas e sorridentes
que enchiam a cozinha de risadas...
de abraços, de beijos, de alegrias.
No fogão à moda antiga lenha queimando,
e cheirando quentão, quentão de muitas ervas,
de sabor apurado e desconhecido
de minha lingua...
Me serviram copos cheios e virei
um, dois, tres... não sei... fiquei esquecida e esquisita.
Rezaram sob as estrelas brilhantes do céu
e toda frieza daquela noite, um terço
com tantas ave marias que se não me enganhei,
eles se enganaram nas contagens das contas que faziam...
Também rezei... as rezas deles repetia
com tamanha seriedade que até me desconhecia!
Depois fiquei perto da fogueira,
cada tora de brasa que até de olhar me estremecia.
Não sei ao certo que estranhos pensamentos
me ocorria....
Vai caminhar nas brasas... Maria...
Nem nas asas de uma águia
eu conseguiria!
Passa comigo dançando
sobre as brasas deste fogo queimando...
De repente veio voando do alto da montanha um vento sorrateiro,
arrastou as faiscas para dentro da casa,
e espalhou cinzas pelo terreiro.
E eles que ora voavam da direita para a esquerda
sobre o fogo ficaram apreensiveis...
e correram para dentro da casa....
As mulheres correram para fora,
cochichavam entre elas... apressadamente fugiam para perto do rio.
O que se passava lá dentro não vi.
Ouvi resmungos. muitos.... e barulhos.
Eles o prenderam o vento no quarto.
E ele queria quebrar tudo!
Pelas paredes voaram os tachos de quentão,
as panelas novas da dona, os baldes de leite,
os tições de fogo... pelas paredes, voaram os canecos e copos
que estavam sobre a mesa.
pelas janelas saltavam os corpos,
e nas touceiras escuras se escondiam com porretes grandes
prontos para atacar.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Não quero
Ser uma montanha na tua estrada:
eventualmente o por do sol será mais belo,
mais colorido e mais vívído,
no teu olhar de fim de tarde.
Não quero
Ser o farol do teu mar,
que alumia escuridão sem igual,
coisas que tu escondes,
deixe que fique por lá.
Não quero
ser um poema no teu muro,
branco, mesmo no escuro,
talvez seja o silêncio
do teu coração aí escrito!
Quero beijar daqui mesmo
de onde estou agora
ou onde estiver amanhã,
tua face marejada, tuas mãos,
teus pés, tua estrada.
Sem nenhuma palavra,
de dor ou de saudade,
beijar teu dia de chuva, de sol,
de manhã ou de noite...
Jubilar com minha alegria todos os dias de tua vida,
como se minha própria vida fosse...
porque aqui, só o verdadeiro amor te trouxe.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Stars
Sim eu tenho meu céu repleto de estrelas
de primeira grandeza,
mais que isso eu as tenho no coração.
Eu tenho muito mais que qualquer pessoa
pode pensar em pedir ou conceder a outra...
Eu sei e as amo.
Minha vida aqui na internet, chamo-a segunda vida,
Onde tudo é limpo e claro...
onde posso escolher minha face
minha foto, meu dia de sol e mostra-los.
E faço isto todo dia. É o que escolhi de mim
para você. O melhor que eu posso ser,
não por vaidade mas por sinceridade.
Às vezes ando deselegantemente,
Eu tropeço e caio naturalmente,
tropeço nas calçadas, caio no meio da rua
me levanto e prossigo, não aconteceu nada.
É a minha rotina de vida.
No entanto, agora cada vez mais iluminada.
enquanto esta luz avança,
uma outra parte de mim, recua, precisa sombra.
precisa descanso.
É minha parte mais feia, mais escondida,
mais encolhida que foge, às pressas...
daqui eu te beijo,
terça-feira, 8 de junho de 2010
O mortífero nananenen!
A guerra é a função mais triste da existência.
Até agora mantem o seu status primitivo...
não importa a tecnologia que use...
Se a morte é um caminho existencial...
bem que podia despertar mais interesse
as suas leis naturais.
Os seres humanos tem trabalhado arduamente
para enganar a natureza:
Alí tinha uma montanha...
não tem mais, ai, ai, ai...
Tinha uma floresta que se acabou... aiaiai,
Tinha uma casa que se afundou,
tinha um rio que fugiu
que secou...
um trabalhador que terra abandonou!
Ali era noite que se iluminou,
e o milagre do pão até hoje não se multiplicou!
Bom deixemos de lado esta reza...
e vamos pra guerra, por causa disso e daquilo tem guerra,
um pirulito, menino larga disso!
Largo agora, à mãe disse,
mas te pego quando crescer...e te pego. A mãe já morreu.
Se não morreu morrerá breve.
O trabalho da vida fica as vezes inutil,
por mais bem tecido que seja,
não precisa ponto falso para desmanchar-se tudo.
A autora destes escritos é bem esperta:
Deu a si mesmo o papel de personagem
assim ela dispõe de várias equipes para assessorá-la...
São tarefas muito árduas
Invoca agora a sua equipe de cientistas, já apresentada ao leitor.
Quem... Seu folha, o cientista Máscara e seus colaboradores...
Ele criou Poseidon, o peixe, ele faz pela branquinha ficar negra,
faz, olhinho oriental abrir ocidental...
assim ele engana a natureza, cada qual no seu tamanho.
Seu folha sempre vive alheio e à margem da humanidade.
Ninguém se importa com ele...ele também não se importa com ninguém.
A autora o conhece bem... já esteve presente em suas embromagens...
Agora ela verá sua última invenção, a primeira e exótica deste milênio.
Veja que maravilha: Onde... perguntei... lá na mesa!
Olho curiosa...Uma caixinha, muito pequena
contendo minúsculos graos brancos, transparentes,
Percebo uma pequena girongonça sobre a mesa também
parece um luva...
O que... é a mais moderna e mortífera arma do mundo.
Acabei de Cria-la e nenhum super homem poderá destrui-la.
Ela não destroi nada... é um fenomenal engano á natureza.
Guerras, Adeus guerras, lutas, nunca mais,
sangue derramado inutilmente, jamais,
Pais chorando seus filhos despedaçados na guerra... também, não.
Ambiciosos homens de QI voador e volumosas contas
bancárias por negociações... nunca mais!
Dinheiro é mágica e tem infinitas formas de se consegui-lo.
E os negócios do mundo também podem mudar para melhor.
Bom minha cara, você vai gostar desta:
Tem guerra sempre por todos e quaisquer motivos,
entre quaisquer povos do mundo, diferentes consaguinemanete,
ou iguais... guerra são como marés, frutos da carne, também.
Mas, entretanto, portanto ai vai a nova arma
criada por Seu Folha e seus cientistas máscaras...
Feito a velha mágica das luvas dos dedos esta arma
cai como luva, cheiinha de uma substância maravilhosa,
que não mata ninguem... mas põe para dormir...
Quanto tempo... ora isto quem decide é o vencedor,
sempre houve vencedor assim fica ao seu encargo
adormecer o derrotado...
depois acomodá-los nos lugares apropriados
depois vem os parentes e os amigos que o levarão
para dormir, sem ferimento algum,
ele dormirá num coma maravilhoso
sem sangue derramado e ainda com a generosidade
de muitos bons sonhos e com os cuidados
de quem o ama!
Depois de um tempo acordará outro, quem
sabe mais alheio à guerra mais apegado e amoroso
à vida...
Esta nova arma dará nova visão a vida humana,
e aos praticantes da guerra.
E o homem que quiser, poderá sim morrer ou matar
seu próximo ou seu inimigo, como queira chamá-lo...
por apenas algum tempo , sem estragar
seu corpo, apenas para assentar sua mente.
E o derrotado ou o vencedor
talvez precise de um tratamento terapeutico, posteriormente
para suportar este trauma,
mas pelo menos, a caçada mortal será
excitante e premiada...até mesmo coroada,
no caso da captura de alguns crueis praticantes desta arte.
É justa! é uma arma perfeita
e até tu minha cara personagem,
podes ter a tua arma...
e no caso de derrota, terás muito o que dormir,
e neste teu sono terás muito que sonhar
o que viver!
Ele o mar - conversa pública
Ele o mar falava tanto, tanto
que agonizava os ouvidos.
Não importava quem, com quem, aonde como, por que, o que,
despejava verbos e orações, sentenças sem fim,
Falava da Europa, da Africa, da India, da China...
se nada o comovesse,
do seu presidente, do seu governador,
se você não se importasse
falava da vizinhança, dos seus parentes,
se nada adiantasse, você permanesse indiferente,
FALAVA DE VOCÊ
Procurava os seus mais sutis defeitos,
e abertamente com os olhos arregalados e os dentes
de marfim entre grandes risadas, zombava-os, impiedosamente.
Assim ia falando por sua vida afora.
Vivia da teimosia, só ela e todos sabiam.
Enquanto falava ninguém queria ouvir
mas logo aparecia um distraído e ela
se voltava pra cima dele...
às vezes nem mudava de assunto.
Misteriosamente foram ficando em volta dela,
não exatamente para ouvi-la mas para se divertir...
Ele o mar bem o sabia, esperta que era,
alem da boca grande tinha enorme janelas,
seus olhos variam tudo ao seu redor, atentos que eram.
Assim foi andando e falando
já tinha uma pequena grande plateia, era quase uma artista
Não era filosofia era as relações da vida dela
com o seu mundo.
Um Dia Ele o mar chegou e encontrou muita gente a sua espera,
nem se preocupou, não lembrava nada do disse ontem,
nada sabia sobre o que dizer amanhã
mas hoje já tinha suas quimeras na lingua.
Asssim falou falou e falou... reparou que ninguém
prestava atençao nela e que todos olhavam para outro
lado mais distante...
Ué, nem estão rindo...parecem atentos
nem olham para mim... Ele o mar foi olhando mais longe
enquanto falava e de repente ela viu o que eles estavam vendo
EStava ela falando com Deus... Meu Deus, eu também pensei
que falava com eles... Mas estás aí, surrateiro, feito raposa,
entre todos eles, eu aqui precisando falar... Não sabes,
acaso tudo de cor, daquilo que digo...
Logo em seguida Ele o mar esqueceu que falava com Deus,
despejou tudo nos ouvidos dele... como se fosse sua primeira vez
e como se Deus fosse qualquer um...
Todos estavam vendo Deus, todos os conhecem,
embora todos mantenham certa Distancia, por causa,
daquela antiga maldição: Quem vÊ a Deus, morre!
E Deus por sua vez,
toma todos os cuidados, quem vê os homens, também morre.
Uma hora ela parou de falar,
Eles atentos que são perceberam que era uma super estatua de Deus,
Tão perfeita que enganou a todos,
não por muito tempo...é claro, porque as pessoas são muito inteligentes.
Ai, começaram a rir,
mas os olhos ainda fixos na suposta estatua de Deus...
Sumirá, brilhantemente, na frente dos olhos dela,
seria um show... ninguém sabia ao certo,
Uma pequena multidão começou a gritar:
Fala Deus, Fala Deus, fala com Ela,
Porque ela está falando com você!
Ele o mar ficou inesperadamente pensativa,
coisa que jamais fez antes... Seria aquele Deus, falso!
Pararam de gritar exauriram-se!
No silêncio dos olhares,
Ele Deus esboçou um largo e brilhante sorriso,
para a alvura de Ele o mar, e disse: É só isso...
todos viram e ouviram...
E aplaudiram muito Ele o mar
que disse: Pois é isso aí, que eu disse.
Nem se lembrava mais de nada!
E todos se dispersaram
muito diferentes do que quando vieram.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Estou falando em Alva Edson...!!!!!!!!!!!
Sua alma de eletrons
circulando a matéria.
Suas lâminas terrenas,
viajando entre ela!
Edson, Grande pequenino neon,
tão antigo quanto o primeiro mundo
habitava nele, sereneamente,
tinha todas as chaves de quaisquer portas
que desejasse abrir...
e poderes para transformar mundos em mundos,
em outros mundos em outros tempos,
em outros espaços para outros seres...
Mãos de carne e osso,
olhar que marejava, boca que uivava
quando seus inventos não colaboravam...
olhar sincero,
no peito grande amor, colosso de
perdão para os pecados do inferno.
Edson silêncio profundo,
de alguém que jamais conheceu a morte,
veio e foi por este mundo,
de grande brilhante sorte.
Sorte do trabalho e da mente,
sempre a serviço de sua humanidade,
que não era um nem dois apenas,
mas seu espírito inteira fraternidade.
O pequenino, magrinho, clarinho,
veloz feito vento, seduzia e amava,
tudo que lhe aparecia pela frente,
sem qualquer esforço de seu corpo e de sua mente.
Sua vida tesouro incomparável
presente do tempo e do espaço,
aos filhos da terra.
Era pai de qualquer um, e não era qualquer
um pai, especial, genial, trabalhador
impecável, Edson foi um silêncio
insolarado para todos da terra,
quem sabe um dia mais que isso ainda.
Por que Edson... agora!
Porque Edson Sempre
pra encher de abraços
os braços eternos de sua gente.
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