quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

a morte que eu tinha

 

aqui fragmentos de meus contos já publicados em outro blog.
A morte:

Que sol ardente no peito
que imensa claridade líquida nos olhos
o indigesto sonho desfeito
o corpo caído no solo.

Ele ainda ouviu os gritos das pessoas ao seu redor
gritaram: ele morreu, ele morreu.
de si a dó maior.

Acordou em sua cama no seu castelo
amarelo pelo reflexo de tanto ouro.
agarrado a tantos que o ama
o príncipe passou a contar o seu tesouro:

Sonhei que era rico
tão rico e poderoso
que outra simples vida eu tinha,
de inestimável valor.

e todos riram das bobagens que o príncipe dizia...
o que era para ele, mais uma vidinha de gari
se ele era principe e de tudo se servia.

Ele não disse nada das risadas,
mas riu consigo mesmo,
das loucas gargalhadas...
porque era a primeira vez que ele morreu!

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