terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

Não sabe quando nasceu
nem de quem nasceu.
"Nós, talves também não saberemos.

Vamos nos acostumando com ela.
Vivemos nesta casa muito antes
de qualquer sábio saber cuidar dela.

Encontramos um menino no meio da floresta
chorando com medo,
dos bichos, dos rios, das pedras,
das árvores venenosas,
dos espiritos sombrios
das folhas que escondem o sol.

Como ele não parava de chorar
o empurramos para fora,
vai mais para lá, para o vale, constroi um casa
cerca-a e vê se consegue ser feliz.

Este menino cresceu mas não perdeu o medo
de viver.
embrulha e desembrulha tudo
num repente enlouquece
quer o sol derramado nas mãos,
pendurá-lo no pescoço
e passear poderosamente pelo universo
só para fugir do medo da vida,
daqui, desta vida feita de barro
barro que amassam e que doi!
barro que dorme, que sonha
que constroi...

E daí, menino homem, vai encarar
a vida como encaramos nós,
os mudos, surdos, e
totalmente desentendidos,
que somos os primórdios donos dest
 

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