domingo, 16 de fevereiro de 2025

O amor que pisa  meu chão,
igualmente pisa meu céu.
 Avizinha corpo e alma.
 Ilha sonhos e realidade.
 O amor que teme a morte,
igualmente a eternidade.

 Um amor calado, nunca surdo,
 do lado, mas nunca junto. 
Que nasceu e viveu 
 na ausência  absoluta do carinho. 
Que fez voos perdidos, 
dilacerados 
mas por fim encontrou o  ninho.

que nada pede,
 nada dá, não nega
, não entrega. 
Que vive sem espera,
sem primavera,
 que não encontrou
 nem mesmo o inverno 
dentro da sua estação

Mas que amor é este...
que não abre porta nem janela.
que não conhece o sol nem estrelas

que não planta mágoas,
não arranca lágrimas.
que faz do pranto o canto.

e solta o trinado da alma.




 

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