igualmente pisa meu céu.
Avizinha corpo e alma.
Ilha sonhos e realidade.
O amor que teme a morte,
igualmente a eternidade.
Um amor calado, nunca surdo,
do lado, mas nunca junto.
Que nasceu e viveu
na ausência absoluta do carinho.
Que fez voos perdidos,
dilacerados
mas por fim encontrou o ninho.
que nada pede,
nada dá, não nega
, não entrega.
Que vive sem espera,
sem primavera,
que não encontrou
nem mesmo o inverno
dentro da sua estação
Mas que amor é este...
que não abre porta nem janela.
que não conhece o sol nem estrelas
que não planta mágoas,
não arranca lágrimas.
que faz do pranto o canto.
e solta o trinado da alma.
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